A SpaceX planeja estreia no NASDAQ em 12 de junho de 2026, com valorização estimada entre 1,75 e 1,8 trilhão de dólares. A entrada da empresa em fundos de índice pode criar um ‘short squeeze’ para esses veículos, forçando-os a comprar ações a qualquer preço, segundo análises de mercado.
A teoria do ‘short squeeze’ em fundos de índice se baseia em um cenário específico: a empresa realiza o IPO, vende uma parcela mínima de ações e retém o restante. Quando a ação se qualifica para um índice importante, todos os fundos que rastreiam esse índice são obrigados a possuí-la. Essa demanda forçada, somada à escassez de ações disponíveis, cria a pressão de compra.
O registro da SpaceX confirma um bloqueio de 366 dias cobrindo 100% das ações dos fundadores e investidores significativos, sob custódia do Goldman Sachs. Essa estrutura garante que a ação mantenha um volume de negociação baixo por mais de um ano. Contudo, a demanda passiva estimada por fundos de índice é de quase 20 bilhões de dólares, representando cerca de um quarto dos 75 bilhões de dólares arrecadados.
Analistas apontam que o risco maior não é apenas o squeeze, mas sim a capacidade de absorção do mercado. Estima-se uma onda de oferta de cerca de 250 bilhões de dólares em novas ações da SpaceX, OpenAI e Anthropic, somada à oferta da Alphabet. Essa entrada maciça de capital pode forçar fundos a reduzir outras posições para financiar as novas compras.


