Cientistas detectaram metano no objeto interestelar 3I/ATLAS, que passou pelo sistema solar interno no ano passado. A descoberta, feita com o Telescópio Espacial James Webb da NASA, indica uma composição química distinta da maioria dos cometas conhecidos.
A análise de novos dados coletados pelo Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do James Webb revelou a presença de metano no corpo de gelo, poeira e rocha. A Agência Espacial Europeia informou que a detecção ocorreu em dezembro, cerca de dois meses após o periélio do objeto.
Este é o primeiro registro químico de um objeto interestelar. Os dados, publicados em um periódico científico, mostram a distribuição de metano, dióxido de carbono e água. Os pesquisadores sugerem que o metano estava submerso sob uma camada de gelo espessa, pois o gás foi liberado após o período de maior liberação de material dos cometas.
A quantidade de metano encontrada em relação à água foi alta quando comparada a outros cometas do sistema solar. A Agência Espacial Europeia declarou que esses achados apontam para um ambiente de formação e química muito diferente da maioria dos cometas que se formaram dentro do nosso Sistema Solar.


