A União Europeia confirmou o veto à importação de carnes do Brasil a partir de 3 de setembro. A decisão, comunicada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, afeta bovinos, aves, aquicultura, mel e tripas. O bloco europeu exige garantias adicionais sobre o uso de antimicrobianos nas criações brasileiras.
A medida segue uma retirada anterior do Brasil de uma lista de países aptos a exportar esses produtos para o bloco, ocorrida em maio. As exigências europeias focam no cumprimento do regulamento de uso de antimicrobianos, como antibióticos, nas produções nacionais. Segundo o documento oficial da Comissão Europeia, o Brasil não apresentou as informações necessárias para assegurar a implementação de medidas sanitárias eficazes.
A exportação de proteínas brasileiras para a UE representa cerca de US$ 1,8 bilhão anualmente. A Comissão declarou que não recebeu dados que garantam o cumprimento dos requisitos do Regulamento Delegado (UE) 2023/905 até 3 de setembro de 2026. A decisão implica a supressão da menção a essas categorias no anexo do regulamento.
Em maio, o governo brasileiro forneceu informações adicionais sobre as questões sanitárias. Houve uma reunião entre a equipe técnica do Ministério da Agricultura e a Direção Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia (DG Santé). As novas garantias buscavam comprovar que os produtos exportados não são produzidos com o uso de determinados antimicrobianos, exigindo fiscalização sobre o setor privado.


