Professores do México, organizados pela CNTE, protestam na Cidade do México exigindo aumento salarial e melhores aposentadorias. As manifestações ocorrem antes da Copa do Mundo de 2026 e incluem bloqueios de ruas e confrontos com forças de segurança.
O sindicato convocou greve nacional por tempo indeterminado, pleiteando um aumento de 100% para a categoria. Durante os protestos, manifestantes invadiram a Secretaria de Educação Pública (SEP) e derrubaram estátuas de jogadores de futebol no Paseo de la Reforma, deixando a mensagem “sem solução, a bola não rola”.
A insatisfação se deve às políticas de educação e previdência do governo. O reajuste de 10% prometido em maio de 2025 foi rejeitado pela direção do sindicato por ser insuficiente. Professores efetivos do ensino fundamental podem ganhar quase R$ 6 mil por mês, mas o salário inicial médio é de cerca de R$ 2 mil, segundo o Instituto Nacional de Estatística do México.
O governo, liderado pela presidente Claudia Sheinbaum, afirmou que negociações estão em andamento, mas rejeitou as reivindicações máximas por considerá-las incompatíveis com o orçamento federal. Empresas locais já registraram perdas econômicas estimadas em R$ 119 milhões devido aos atos de vandalismo e bloqueios.

