A Prefeitura de Varginha, em Minas Gerais, investiga a suposta falsificação de atestados médicos apresentados por um funcionário de uma empresa local. O trabalhador teria entregue quatro documentos, totalizando 14 dias de afastamento, o que motivou a apuração dos fatos.
A desconfiança sobre a autenticidade dos documentos levou a empresa a contatar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a Guarda Municipal para verificar os registros. Segundo o secretário municipal de Saúde, Heron Martins, os indícios apontam que o próprio funcionário produziu os documentos falsificados, que continham assinaturas de dois médicos.
A análise dos atestados revelou inconsistências: um dos médicos citados nunca trabalhou na UPA de Varginha, e o outro negou ter assinado os papéis. Além disso, o carimbo utilizado apresentava erro na grafia do nome do profissional, o que reforçou a suspeita de fraude. A Polícia Civil foi acionada pela Guarda Municipal para conduzir a apuração.
A administração municipal informou que a UPA possui protocolo para contestação de atestados, verificando dados nos sistemas de atendimento. Para prevenir novas ocorrências, a prefeitura estuda implementar um sistema eletrônico de assinaturas médicas com QR Code na unidade, tecnologia já usada em policlínicas do município.

