O ETF iShares Global Clean Energy (ICLN) registrou alta de 45% no ano, demonstrando uma mudança de foco de apostas políticas para investimentos em infraestrutura. O crescimento é impulsionado pela crescente demanda de eletricidade de data centers e por um prazo fiscal crucial em julho de 2026.
O desempenho do ICLN superou significativamente o do S&P 500 no período analisado. Enquanto o SPDR S&P 500 ETF Trust (SPY) retornou 11% no ano, o ICLN alcançou 45% de ganho. Analistas apontam que o motor dessa valorização mudou. O ciclo anterior, em 2020 e 2021, foi baseado em taxas de juros baixas e subsídios federais. O atual movimento se sustenta na necessidade real de energia.
A demanda por eletricidade de data centers tornou-se um fator dominante no planejamento de recursos de utilidades. Os centros de dados cresceram de 1,9% do consumo total anual dos EUA em 2018 para 4,4% em 2023, e o Departamento de Energia projeta que esse setor alcance até 12% da demanda elétrica americana até 2028. Um único complexo de grande escala pode consumir mais de um gigawatt de potência.
Além disso, um mecanismo fiscal impõe um prazo crítico. A imprensa especializada reporta um “declive de construção” que exige que projetos comecem em julho de 2026 para garantir incentivos fiscais integrais. Essa pressão levou à antecipação de pedidos de equipamentos, como módulos solares e inversores, no primeiro semestre de 2026.
O fundo também apresenta concentrações notáveis, com a Bloom Energy contribuindo 435% para os ganhos do ICLN. Contudo, a manutenção do desempenho exige que a demanda por energia de IA se mantenha estável e que o fluxo de pedidos de equipamentos não diminua após o prazo de julho de 2026.

