A União Europeia vetou a exportação de produtos de origem animal do Brasil, incluindo carne bovina, frango, pescado e mel, devido a suposta falha no controle de uso de antimicrobianos. A decisão, oficializada pela Comissão Europeia, afeta o agronegócio brasileiro e entra em vigor em 3 de setembro de 2026.
A restrição comercial decorre do não cumprimento das normas sanitárias do bloco europeu sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. A legislação europeia proíbe o uso de certos medicamentos para promover crescimento, e o uso inadequado é apontado como risco de resistência bacteriana, conforme o Regulamento Europeu 2019/6.
A Comissão Europeia informou que o Brasil não apresentou garantias suficientes de que cumpre integralmente as novas exigências, deixando de integrar a lista de nações autorizadas. Apesar da exclusão, Argentina, Paraguai e Uruguai mantêm a habilitação para o mercado europeu.
O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou que a medida foi inesperada, afirmando ter enviado todos os dados sanitários solicitados em outubro de 2025. O governo brasileiro busca reverter a exclusão antes do prazo de 3 de setembro de 2026, visando evitar perdas econômicas bilionárias.


