A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) criticou a União Europeia por restringir a importação de carnes, mel e outros produtos de origem animal brasileiros. A entidade classificou a decisão como desnecessária e discriminatória, alegando que ela representa uma mudança unilateral nas condições de comércio negociadas entre Mercosul e bloco europeu.
A FAESP afirmou que a nova exigência europeia cria obstáculos artificiais ao comércio internacional, comprometendo a previsibilidade das relações comerciais após mais de duas décadas de negociações. A federação contestou o argumento da União Europeia sobre o uso de antibióticos, apontando que países concorrentes, como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, utilizam produtos similares sem sofrer medidas equivalentes.
A entidade declarou que a agropecuária nacional segue protocolos sanitários rigorosos e que a qualidade da produção brasileira é reconhecida mundialmente. Diante do que considera uma agressão comercial, a FAESP cobra que o governo federal atue de forma mais firme nas negociações internacionais. A federação também defende que Argentina, Uruguai e Brasil construam uma posição regional unificada.
O presidente da FAESP, Tirso Meirelles, disse que, enquanto os produtores investem em qualidade e sanidade, cabe à diplomacia brasileira assegurar tratamento justo no mercado internacional. A FAESP concluiu que o Brasil possui papel estratégico na segurança alimentar global e que o respeito às regras comerciais é fundamental.


