O governo do Irã acusou os Estados Unidos de adotar tratamento discriminatório ao negar vistos a integrantes da comissão técnica e equipe de apoio da seleção iraniana. A denúncia foi feita pela embaixada iraniana na Turquia, após Washington confirmar a concessão de vistos apenas aos jogadores.
A alegação iraniana aponta que diversos membros da diretoria, assessores técnicos e profissionais considerados essenciais para a seleção não receberam autorização para entrar nos EUA, um dos países-sede do Mundial de 2026. A embaixada questionou a versão das autoridades americanas, afirmando que a medida configura discriminação contra o país.
A controvérsia surgiu após um representante dos EUA na Turquia anunciar que os atletas e o pessoal de apoio haviam obtido os vistos. Em resposta, representantes iranianos informaram que uma parcela significativa da delegação permanece impedida de viajar. A televisão estatal iraniana declarou que pelo menos 15 membros da delegação administrativa e diretiva enfrentam dificuldades para obter a autorização de entrada.
A incerteza sobre os vistos forçou a seleção iraniana a transferir sua base de preparação de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México. O Irã, classificado no Grupo G, estreia em 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, e enfrentará Bélgica e Egito na fase de grupos.

