A Azul reduziu cerca de 5% de sua capacidade de voos após o aumento do preço do querosene de aviação (QAV), informou o CEO da companhia aérea, John Rodgerson, nesta sexta-feira (6). A medida afeta voos domésticos, internacionais e regionais, e a empresa implementa cortes de malha e diminuição de frequências.
Rodgerson afirmou que o corte de capacidade é geral, afetando rotas como Curitiba-São Paulo, que teve redução de frequências. Segundo o executivo, nenhuma empresa aérea mundial consegue repassar integralmente o aumento dos custos aos clientes, o que tornará o setor menos rentável no ano.
Apesar do cenário desfavorável, o CEO declarou que a companhia não enfrentará recuperação judicial. Ele explicou que a Azul saiu de um processo de reestruturação com menor alavancagem que outras companhias brasileiras. No entanto, ele apontou que a aviação regional pode sentir mais o impacto do custo do combustível em áreas remotas.
A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) prevê queda na demanda doméstica brasileira. De acordo com a entidade, o fluxo de passageiros pode cair para abaixo de 90 milhões anuais, após registrar mais de 100 milhões em 2025. Em resposta aos desafios, o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou financiamento de até R$ 1 bilhão para capital de giro das companhias aéreas.


