Os peruanos votam no domingo, 7, em um segundo turno presidencial polarizado para escolher o próximo chefe de Estado. A eleição ocorre em um contexto de profunda divisão política e instabilidade institucional que marcou a última década no país.
A disputa coloca frente a frente a conservadora Keiko Fujimori, líder do partido Força Popular, e o esquerdista Roberto Sánchez. Fujimori foca em defesa da economia de mercado, combate à criminalidade e estabilidade, alertando contra propostas de esquerda latino-americana. Sánchez, por sua vez, defende maior participação do Estado na economia, ampliação de programas sociais e reformas constitucionais para reduzir desigualdades.
A campanha foi marcada por acusações mútuas e forte embate ideológico. Setores conservadores alertam para riscos de guinada à esquerda, enquanto grupos progressistas afirmam que a vitória de Fujimori representaria o retorno do fujimorismo ao poder. O país enfrentou sucessivas crises políticas desde 2016, com oito presidentes em aproximadamente dez anos.
Independentemente do resultado, o próximo presidente terá o desafio de reconstruir a confiança da população nas instituições democráticas, estabilizar o cenário político e enfrentar problemas sociais e econômicos que se agravaram nos últimos anos. A expectativa é que a disputa seja decidida por margem apertada.

