A produção global de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) deve alcançar 2,4 milhões de toneladas em 2026, representando apenas 0,8% do consumo total de combustível da aviação. Os dados, divulgados pela Iata, mostram que o percentual subiu de 0,6% registrado em 2025, mas o avanço é considerado insuficiente para as metas ambientais.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou os números neste sábado (6 de junho de 2026) e apontou o resultado como “decepcionante”. A organização estabeleceu a meta de atingir 65% de mitigação de carbono com SAF até 2050. O diretor-geral da Iata afirmou que os planos para desenvolver o combustível “verde” tornam-se “mais difíceis” a cada ano.
O diretor-geral comentou que o atual choque energético deveria acelerar o desenvolvimento de energias renováveis, incluindo o SAF. Contudo, ele observou que ainda não houve incentivos necessários para criar um mercado viável, nem a urgência de mitigar as mudanças climáticas.
Para acelerar a expansão da produção, a Iata listou quatro prioridades. Entre elas, há a necessidade de expandir o fornecimento de energia renovável, garantir acesso aberto à infraestrutura de combustíveis e promover apoio político e investimentos. A padronização e os preços também são cruciais para tornar o mercado global e acessível a todos os atores do setor.


