O Ministério das Relações Exteriores tenta reverter a decisão da União Europeia que proíbe a importação de carne de boi, frango, peixe, cavalo, tripas e mel produzidos no Brasil. A medida, oficializada em maio, impede a venda desses produtos ao bloco a partir de 3 de setembro de 2026.
A proibição decorre da falta de informações fornecidas ao bloco que garantam o cumprimento dos requisitos sanitários brasileiros sobre o uso de antimicrobianos. Em 2025, o Brasil exportou US$ 1,8 bilhão em carnes para os países europeus, sendo o bloco o quarto maior destino da carne bovina nacional.
O governo dialoga com o bloco para reverter a restrição, pois a exportação de carne bovina e de aves para a Europa representa mais de US$ 1 bilhão anuais para a economia brasileira. Técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e representantes do setor privado buscam garantir o controle de qualidade exigido.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou com o comissário de Comércio da União Europeia sobre o tema. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que o setor adota controles rigorosos e está disposto a reforçar a fiscalização para evitar prejuízos no comércio.


