A agência de rating S&P Global reduziu a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB) pela segunda vez em menos de três meses, classificando a instituição como vulnerável. O rebaixamento ocorre devido à crescente incerteza e aos riscos associados ao plano de capitalização, que se tornou o principal desafio do banco.
A S&P Global rebaixou a nota do BRB para “brCCC+/brC”, indicando que a instituição depende de condições favoráveis para cumprir seus compromissos financeiros. O comunicado da agência aponta que os desafios incluem a compra de ativos fraudulentos do Banco Master, condutas de executivos de alto escalão e fragilidades de governança, problemas surgidos após a Operação Compliance Zero da Polícia Federal, iniciada em novembro de 2025.
Mesmo após o Distrito Federal e o governo Lula assinarem um acordo em maio para cobrir o rombo do Master no BRB com um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a S&P avalia que a situação exige uma “estruturação complexa”. A agência alertou que a necessidade de capitalização, estimada entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões, eleva o risco de liquidação se houver descompassos no cronograma ou insuficiência de recursos.
Em troca do socorro financeiro, o governo do Distrito Federal concordou em congelar reajustes salariais, concursos públicos e contratações de pessoal. O BRB havia tentado adquirir parte do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em março de 2025, mas o Banco Central rejeitou a compra após cinco meses de análise.


