O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os critérios para a distribuição dos R$ 4,9 bilhões destinados ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral) em 2026. Os recursos são alocados com base no número de deputados federais e senadores eleitos pelas siglas na eleição anterior.
O Fundo Eleitoral, criado em 2017 como alternativa ao financiamento privado de campanhas, terá sua distribuição definida pelo TSE. Para receber a verba, cada partido deve estabelecer critérios internos de distribuição aos candidatos, respeitando normas como a cota por gênero e raça, e apresentar o plano para homologação.
O Partido Liberal (PL) recebeu o maior montante, totalizando cerca de R$ 881,7 milhões. O Partido dos Trabalhadores (PT) ficou em segundo lugar, com aproximadamente R$ 615,4 milhões, seguido pelo União Brasil, com cerca de R$ 526,2 milhões. Juntas, essas três siglas concentram cerca de 40% do montante total.
A liberação do dinheiro depende da definição e divulgação dos critérios internos pela direção executiva nacional de cada sigla. A verba deve ser usada exclusivamente no financiamento de campanhas, e os partidos devem prestar contas de cada gasto. Em caso de sobra, o valor retorna ao Tesouro Nacional.

