O iShares Asia 50 ETF (AIA) valorizou 52,67% no período de janeiro a 3 de junho de 2026, superando o retorno de 10,61% do SPDR S&P 500 ETF Trust (SPY) no mesmo intervalo. O crescimento foi majoritariamente impulsionado pelo setor de semicondutores, apesar de a cesta de internet chinesa atuar como um fator de arrasto.
A AIA, que acompanha as 50 maiores empresas da Ásia desenvolvida e emergente, demonstrou um desempenho superior ao índice americano. O fundo, que abriu o ano em US$ 97,51, fechou em US$ 148,87 em 3 de junho de 2026. A concentração do fundo em tecnologia é notável: Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSM) representou 22,42% dos ativos líquidos em 31 de março de 2026. A TSM, por sua vez, registrou alta de 44,1% no ano, com receita no segundo trimestre de 2026 atingindo 1,13 trilhão de NT$, segundo dados da empresa.
Apesar do forte desempenho do setor de chips, a performance da AIA foi afetada por empresas de internet chinesas. Alibaba, quarta maior posição do fundo, caiu 13,21% no ano. A análise indica que o rally do ETF não se deve a uma recuperação geral da tecnologia chinesa, mas sim ao desempenho de outros setores, como o de bancos asiáticos, que tiveram alta de 23,15% no ano.
Para que a tendência de alta continue, a manutenção do investimento em capital de giro (capex) em semicondutores e a estabilidade geopolítica no Estreito de Taiwan são fatores cruciais. A AIA funciona, atualmente, como uma aposta alavancada em TSM, com pesos menores em outras áreas, e não como um índice pan-asiático diversificado.


