A defesa de Alexandre de Moraes nos Estados Unidos pode gerar custos financeiros significativos para o Brasil, pois o tribunal federal da Flórida pode não reconhecer a legitimidade da Advocacia-Geral da União (AGU) na ação das empresas Rumble e Trump Media.
A AGU, que recebeu ordens do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) para atuar na defesa, é órgão da Presidência e não está subordinada ao chefe do Judiciário. Essa situação levanta questionamentos sobre a separação de poderes, pilar da Constituição de 1988, ao utilizar recursos de um poder para fins corporativos.
Os custos de contratação de advogados na Flórida são altos. Profissionais de ponta cobram entre US$300 e US$600 por hora, enquanto grandes escritórios de advocacia iniciam cobranças a partir de US$1.000 por hora. Dependendo da duração do processo, os gastos podem atingir milhões de dólares.

