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Economia

Rendimento de ETF é ameaçado por impostos de exportação no Brasil

Carla Fernandes
Última atualização: 7 de junho de 2026 03:35
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O ETF Pacer Emerging Markets Cash Cows 100 (ECOW) apresenta um rendimento atrativo, impulsionado por ativos como a Petrobras, mas a política tributária brasileira ameaça a estabilidade dos pagamentos. O fundo, que rastreia empresas de mercados emergentes, tem visto ganhos de 12% no ano, mas a sustentabilidade do fluxo de caixa é questionada.

O ECOW acompanha um índice que classifica grandes e médias empresas de mercados emergentes pelo rendimento de fluxo de caixa livre. As distribuições do fundo são um repasse de dividendos e juros das cem empresas listadas. A segurança do pagamento do ETF depende, portanto, da segurança dos pagamentos de suas participações, sendo as principais empresas o fator decisivo.

A Petrobras, uma das maiores participações, oferece um rendimento de 16,2% no período. Contudo, a empresa enfrenta pressão. Embora o fluxo de caixa livre do segundo trimestre tenha coberto o pagamento recente, as distribuições previstas para 2026 são reduzidas em relação a 2024. Além disso, novos impostos brasileiros, como o de 12% sobre exportação de petróleo e 50% sobre diesel, ameaçam a parte variável do pagamento.

Em contraste, a América Móvil é apontada como o pagador mais durável do grupo, com crescimento de 25% no lucro líquido no primeiro trimestre. Já a Vale, cujos pagamentos são atrelados à dívida líquida e à realização de minério de ferro, apresenta oscilações trimestrais. O fluxo de caixa estável de empresas como a UMC e a América Móvil forma uma base, enquanto a Petrobras e a Vale entregam o rendimento principal em troca de volatilidade política e de commodities.

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