Donald Trump admitiu ter chamado o líder israelense Benjamin Netanyahu de “louco” durante uma ligação tensa. A revelação, feita em entrevista a um podcast, ocorreu após Trump expressar incômodo com os ataques de Israel ao Líbano e com os planos israelenses para a região.
Trump, apesar do tom acalorado da conversa, afirmou que mantém boa relação com Netanyahu. O líder israelense, por sua vez, minimizou a discussão e reforçou a amizade com o presidente norte-americano. Sobre as negociações, Trump declarou que o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares e que pode se encontrar com o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, se as tratativas avançarem.
Analistas avaliam o impacto da declaração. Um especialista classificou a situação como surpreendente, apontando que o líder israelense terá que “engolir seco” diante da tensão, o que amplia a instabilidade no Oriente Médio. Outro comentarista sugeriu que a fala de Trump visa se distanciar politicamente de um problema que ele ajudou a criar.
O comentarista também lembrou que Trump afirmou que Netanyahu teria se beneficiado politicamente do conflito com o Hamas para escapar de uma crise interna em Israel. Para ambos os analistas, o desfecho da tensão entre os líderes permanece incerto, e a ofensiva israelense dificulta as negociações entre os Estados Unidos e o Irã.


