Acervos de hospitais psiquiátricos revelam casos de internação indevida, como o de uma mulher de 40 anos em 1930, em São Paulo. A paciente alegava ser vítima do marido, que a internou como forma de evitar o divórcio, segundo relatos históricos.
Em 1930, uma mulher foi internada no Sanatório Pinel, em São Paulo. Ela escrevia cartas tentando provar que estava sã, alegando ser vítima do marido. O cônjuge teria optado pela internação como resposta à tentativa da mulher de se separar, em um contexto de pressão social.
A antiga unidade de saúde, localizada em Pirituba, foi criada em 1929 e era particular, atendendo pacientes com alto poder aquisitivo. Os registros indicam que, exceto a correspondência destinada ao médico, as cartas da paciente não foram entregues e foram anexadas ao prontuário.

