A diplomacia comercial americana planeja negociar audiências públicas até 15 de julho antes de aplicar um tarifaço sugerido de 25% ao Brasil. O documento, produzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, utiliza dados ambientais e a saída de grandes tradings do pacto de Moratória da Soja para justificar a pressão.
O relatório americano apresenta argumentos conflitantes. Ao tratar do desmatamento, ele reconhece melhorias em dados históricos, mas alerta que esforços podem ser desfeitos por administrações futuras. O documento afirma que é mais fácil e menos dispendioso produzir produtos agrícolas em pastagens degradadas e desmatadas, o que pode levar à queda de preços dos produtos brasileiros no mercado global.
Outro ponto levantado é a saída de grandes empresas exportadoras do pacto de Moratória da Soja. Esse acordo, firmado há quase vinte anos, obrigava as tradings a não comprar soja plantada em área desmatada. O governo americano utiliza esse rompimento para exemplificar um retrocesso do Brasil.
A matéria também aborda tensões diplomáticas, citando a indicação de um deputado estadual para embaixador sem a concessão prévia de agrément pelo governo brasileiro, prática que gera atrito internacional. Além disso, o texto menciona o histórico de descobertas científicas no Brasil, como as de Johanna Dobereiner, que revolucionaram o plantio de soja no país.


