O Sistema Europeu de Entrada e Saída (EES), projetado para aumentar a segurança na União Europeia, tem causado atrasos consideráveis em companhias aéreas europeias. A entrada em operação gradual do sistema, iniciada em meados de 2025, gera esperas de até 6 horas em diversos voos.
A tecnologia de controle de fronteiras, que visa um registro eletrônico mais rigoroso dos visitantes, apresenta desafios operacionais. Rafael Schvartzman, vice-presidente para a Europa da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), declarou em conferência no Rio de Janeiro que o tempo de reconhecimento aumentou significativamente. O procedimento, que antes durava entre 20 e 25 segundos com o software antigo, agora leva, no mínimo, 90 segundos, sem ocorrências técnicas.
Os problemas tecnológicos, somados aos efeitos da guerra no Oriente Médio, influenciam o comportamento dos consumidores. Schvartzman comentou que a situação atual não é ideal, mas o mercado europeu demonstra alta competitividade. Por conta disso, viajantes optam por destinos mais próximos durante as férias deste ano, especialmente dentro da própria União Europeia.
Além dos atrasos, o custo do combustível de aviação (QAV) representa 45% dos custos das companhias, segundo o executivo da IATA. As empresas buscam mitigar os impactos com medidas como a flexibilização de voos e a racionalização de custos, focando na resiliência de todo o ecossistema.

