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Leitura: Especialistas Analisam Risco de Super El Niño no Rio de Janeiro
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Especialistas Analisam Risco de Super El Niño no Rio de Janeiro

Carla Fernandes
Última atualização: 7 de junho de 2026 06:05
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Especialistas de universidades e do Cemaden estudam o impacto do super El Niño no Rio de Janeiro, antecipando mudanças nos padrões de chuva e temperatura. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento do Pacífico Equatorial, gera apreensão em comunidades da Região Serrana, que vivenciaram tragédias climáticas há 15 anos.

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) informou, no mês passado, que há 82% de chances de o El Niño se formar até julho. Márcio Cataldi, coordenador do Laboratório de Monitoramento e Modelagem de Sistema Climático (Lammoc) da Universidade Federal Fluminense (UFF), explicou que, embora junho e julho sejam tipicamente secos, este ano devem ser mais chuvosos que o normal. Ele afirmou que a estação seca pode atrasar para agosto, mas que o risco de chuvas prolongadas aumenta a partir da segunda quinzena de dezembro.

Fabio Hochleitner, do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da UFRJ, alertou para o aumento anômalo de temperatura na Região Serrana do Rio a partir de meados de agosto. Segundo Hochleitner, esse calor pode potencializar tempestades convectivas, causando granizo, descargas atmosféricas intensas e enxurradas em áreas montanhosas como Petrópolis e Teresópolis. O professor acrescentou que simulações buscam um diagnóstico mais preciso do impacto do fenômeno no estado.

Marcelo Seluchi, coordenador geral de Operações e Modelagem do Cemaden, declarou que o El Niño se configurará e intensificará gradualmente, com expectativa de máxima intensidade no fim deste ano ou início do próximo. Seluchi comentou que, historicamente, a Amazônia e o Nordeste sofrem com secas, enquanto a Região Sul recebe chuvas acima do normal, mas que as chuvas no Rio de Janeiro podem se tornar mais irregulares.

Apesar dos alertas climáticos, líderes comunitários apontam que construções em áreas de risco na Região Serrana continuam. Uma líder popular lamentou que, mesmo após a tragédia de 2011, o adensamento em encostas, como em Caleme, prossegue, gerando grande preocupação com o El Niño.

TAGGED:climadesastresEl Niñoregião-serranaRio de Janeirorisco-natural
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