O Irã acusou os Estados Unidos de “tratamento discriminatório” após a negação de vistos a vários membros de sua delegação para a Copa do Mundo, que começa na próxima quinta-feira (11). A missão diplomática iraniana denunciou o ocorrido, alegando que a restrição atingiu o mais alto nível, apesar da concessão de vistos aos jogadores.
A acusação surgiu após a constatação de que o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, não obteve o visto necessário. A embaixada iraniana na Turquia questionou a decisão, perguntando “Por que não mencionam que os vistos foram negados a grande parte da diretoria e da equipe executiva, aos consultores técnicos e a outros indivíduos essenciais para qualquer seleção nacional de futebol?”
A seleção iraniana, que viaja para a Espanha e seguirá para o México, teve sua base de concentração alterada. Os problemas com os vistos forçaram a mudança da base, que seria em Tucson, Arizona, para Tijuana, México, perto da fronteira com os Estados Unidos.
A estreia iraniana no torneio está programada para 15 de junho, em Los Angeles. A participação do Irã na Copa do Mundo foi questionada em meio ao conflito no Oriente Médio, e o processo de visto sofreu atrasos significativos. Os Estados Unidos anunciaram novos ataques contra o Irã pouco depois de confirmar a entrada dos jogadores.


