A Polícia Civil investiga a morte de um padrasto e de sua enteada em Araguaína, no norte do Tocantins. O homem, de 49 anos, foi encontrado carbonizado em um incêndio junto à jovem de 19 anos. Documentos judiciais mostram que o indivíduo possuía histórico de crimes graves, incluindo homicídio culposo no trânsito e assassinato de outra enteada.
O caso, apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), revelou que o padrasto tinha condenações que remontam quase duas décadas. Em 2007, ele foi condenado por homicídio culposo no trânsito. Na ocasião, o motorista profissional atropelou e matou um homem ao conduzir uma carreta, fugindo do local sem prestar socorro. A condenação por esse crime foi proferida em 2025.
Além disso, a Justiça determinou que o homem cumprisse 35 anos de prisão após ser condenado em 2011 pelo estupro e assassinato de sua então enteada. Segundo o Ministério Público, após o assassinato, ele ateou fogo ao corpo e à residência para ocultar os vestígios. O corpo da jovem e o do padrasto foram encontrados carbonizados, e no local foram apreendidos vestígios de gasolina, indicando semelhança com o método usado em crimes anteriores.

