O litoral de São Paulo concentra apenas 4,7% da população do estado, apesar de sua grande extensão econômica. Cerca de dois milhões de pessoas residem nas cidades costeiras, um número muito menor se comparado a estados como Rio de Janeiro e Pernambuco.
A baixa densidade populacional na faixa litorânea paulista decorre de fatores geográficos. A região possui uma planície costeira extremamente estreita, limitada pela Serra do Mar. Essa cadeia montanhosa cria uma barreira natural entre o interior e a costa, conforme explica o geólogo Vinicius Ribau Mendes, professor do Instituto do Mar (Imar) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Ribau Mendes afirmou que a estreita faixa de terra impediu o crescimento urbano em larga escala. Historicamente, a ocupação foi lenta. O historiador Dionísio Almeida, da Fundação Arquivo e Memória Santista (Fams), disse que até o século XVIII a região não era atrativa, e a população buscava riquezas no interior, impulsionada pelas bandeiras.
O movimento mudou no século XIX com a exportação de café pelo Porto de Santos. Contudo, o litoral se especializou em turismo e atividades portuárias, enquanto a economia paulista se consolidou no interior. A maior cidade litorânea, Santos, possui pouco mais de 400 mil habitantes, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


