Os pedidos de recuperação judicial no Brasil atingiram patamares recordes, um movimento que reflete o cenário de juros altos e restrição de crédito. Dados da Serasa Experian indicam que os maiores volumes de processos ocorreram durante os governos Dilma, Temer e Lula.
A análise da série histórica revela que os momentos de maior explosão de recuperações judiciais coincidiram com os mandatos de Dilma Rousseff, Michel Temer e Luiz Inácio Lula da Silva. No período de 2015 a 2016, sob o governo Dilma, o país somou 3.150 pedidos, o maior patamar da série. Posteriormente, no governo Temer, os números se mantiveram elevados, totalizando 2.828 recuperações judiciais entre 2017 e 2018.
Em contraste, durante o governo de Jair Bolsonaro, houve uma redução consistente nos indicadores, totalizando 4.290 pedidos em quatro anos, período que abrangeu a crise da pandemia. Contudo, no terceiro mandato de Lula, os pedidos voltaram a acelerar, registrando 2.273 processos em 2024. Em 2025, o volume atingiu 977 processos, um aumento de 5,5% sobre 2024, e um novo recorde de 2.466 empresas envolvidas.
A recuperação judicial é um instrumento legal para que companhias endividadas renegociem compromissos e preservem operações. No entanto, o aumento acelerado dos pedidos sinaliza um ambiente econômico deteriorado. Grandes marcas do varejo e serviços, como Starbucks e Tok&Stok, têm figurado em processos de reestruturação, enfrentando desafios de consumo e competição digital.


