As eleições presidenciais no Peru colocam Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori, contra Roberto Sánchez, herdeiro do ex-presidente Pedro Castillo. A disputa, que ocorre em meio a uma crise de representatividade, mostra que nenhum dos candidatos alcançou maioria confortável, segundo pesquisas de intenção de voto.
Pesquisas indicam que Keiko Fujimori lidera com 40,4% contra 38,3% de Sánchez, um empate dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais, segundo o levantamento do Ipsos. O destaque, contudo, é dado aos votos brancos e nulos, que somam 21,3% no pleito. Especialistas apontam que a crise política no país é um projeto de precarização das instituições democráticas.
A preocupação dos eleitores peruanos foca em questões materiais, e não em pautas ideológicas. A criminalidade é citada por 46,8% dos entrevistados como o principal problema do país, ficando atrás apenas da corrupção, mencionada por 66,9%, conforme pesquisa da AtlasIntel em parceria com o portal Bloomberg.
Keiko Fujimori defende a implementação de um plano nacional de pacificação, prometendo firmeza contra o crime. Sánchez, por sua vez, busca alianças e adota um tom conciliador com o mercado, garantindo a autonomia do Banco Central. O passado de Fujimori, ligado a repressão e corrupção, permanece um fator de debate na campanha.

