Esforços de remoção de dióxido de carbono (CDR) enfrentam barreiras significativas para combater o aquecimento global. Um novo relatório indica que as intervenções atuais removem pouco do volume necessário, exigindo um aumento de escala que rivalize com a adoção de painéis solares.
Atualmente, intervenções humanas removem cerca de 2,2 bilhões de toneladas de CO2 anualmente, o que corresponde a aproximadamente cinco por cento das emissões globais. A maior parte desse volume é alcançada pelo plantio de árvores. Soluções de alta tecnologia, como a captura direta de ar, representam apenas 0,1 por cento desse total, mesmo crescendo 40 por cento ao ano.
Segundo o relatório, países prometeram remover 2,7 bilhões de toneladas de carbono até 2035 e 3,6 bilhões até 2050. Contudo, cientistas afirmam que as metas climáticas exigem volumes muito maiores, criando um déficit crescente ao longo do tempo. O International Panel on Climate Change considera a remoção de carbono essencial para atingir os objetivos climáticos.
Cientistas alertam que a CDR deve complementar a redução agressiva de emissões, visando o net zero até 2050. Um dos coautores do estudo, William Lamb, do Potsdam Institute for Climate Impact Research, disse que o déficit se amplia com o tempo. Além disso, a paralisação de compras de créditos de carbono por grandes empresas sinaliza incertezas no setor.


