Os peruanos votarão neste domingo, dia 7, no segundo turno das eleições presidenciais. A população escolherá entre o candidato de esquerda Roberto Sánchez e a candidata conservadora Keiko Fujimori. A disputa ocorre em um contexto de instabilidade governamental no Peru, um grande produtor de minerais críticos.
Uma pesquisa do Ipsos, divulgada na quinta-feira, dia 4, indicou um cenário de empate técnico entre os dois concorrentes. Sánchez obteve 43,8% das intenções de voto, enquanto Fujimori alcançou 43,2%, dentro da margem de erro. Cerca de 13% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou anular o voto.
Em relação à política externa, Sánchez afirmou que o Peru deve manter a abertura a parceiros internacionais, mas exigir termos mais justos, defendendo a proteção ambiental e a redistribuição da riqueza da mineração. Fujimori, por sua vez, prometeu atrair investimentos dos Estados Unidos e fortalecer laços com a Casa Branca.
No campo econômico, as propostas divergem. Sánchez propôs a revisão de contratos de mineração e o aumento do salário mínimo, medidas que geraram preocupação nos mercados financeiros. Para tranquilizar investidores, ele nomeou o ex-ministro da Economia Pedro Francke. Fujimori enfatizou a estabilidade e a propriedade privada, designando Luis Carranza, ex-ministro da Fazenda, para liderar sua equipe econômica.


