Astrônomos relatam que uma estrela massiva, centenas de vezes mais pesada que o Sol, explodiu de forma catastrófica, sem deixar qualquer vestígio de sua existência. O evento, detectado em 2023 em uma galáxia anã a 1,3 bilhão de anos-luz, é classificado como uma supernova de instabilidade de pares.
O objeto, nomeado SN 2023vbw, apresentou um pico de brilho constante ao longo de 190 dias, antes de seu rápido declínio. Esse comportamento difere da curva de luz observada em uma supernova Tipo II típica, que mostra um aumento rápido e um platô de luminosidade.
Os pesquisadores acreditam que a estrela desaparecida era uma supergigante azul, uma das estrelas mais quentes e brilhantes do cosmos. Com base na matéria ejetada, os astrônomos estimaram que o corpo celeste tinha, no mínimo, 170 vezes a massa solar, podendo chegar a 350 vezes.
Em estrelas de massa extrema, o núcleo gera calor suficiente para emitir raios gama. Se esses raios forem muito energéticos, eles podem se converter em elétrons e pósitrons ao colidir com a camada externa, cessando a pressão. Se a estrela também for pobre em certos metais pesados, ocorre um colapso parcial que desencadeia explosões termonucleares sucessivas, desintegrando a estrela sem deixar remanescente.

