A indústria aérea global deve registrar lucro líquido combinado de US$ 23 bilhões em 2026, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). A projeção representa uma queda de quase metade em relação à estimativa anterior de US$ 41 bilhões, impulsionada pelo aumento de custos com combustível e pelos efeitos da guerra no Irã.
A forte reversão nas perspectivas do setor ocorreu após o início do conflito no Oriente Médio, no fim de fevereiro. A Iata informou que as interrupções no espaço aéreo e a alta dos custos pioraram o cenário para as companhias aéreas. Willie Walsh, diretor-geral da Iata, declarou que empresas menores, com balanços frágeis, enfrentam dificuldades.
Os custos com combustível, uma das maiores despesas, devem subir quase 40%, totalizando US$ 350 bilhões em 2026. Apesar disso, o número de passageiros deve crescer 2,4%, atingindo 5,1 bilhões, e a taxa de ocupação deve chegar a 84%. Contudo, o crescimento da demanda não compensa o aumento de despesas, e as companhias devem ganhar apenas US$ 4,50 por passageiro.
O impacto é mais severo no Oriente Médio, região que deve registrar prejuízo de US$ 4,3 bilhões em 2026, após ter lucrado US$ 7,2 bilhões em 2025. Na Europa, as companhias se beneficiaram da capacidade deixada por empresas do Oriente Médio, mas enfrentam pressão de custos e regulação rígida.


