O governo brasileiro busca um acordo tarifário com os Estados Unidos para evitar a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras. A recomendação do USTR, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, alega práticas ‘desleais’ do Brasil, como ataques ao Pix.
A negociação visa um pacto mais vantajoso para ambos os países, considerando que os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil. O Brasil contestou os argumentos do USTR, afirmando que a decisão representa ingerência em assuntos internos e protecionismo unilateral de Washington. O governo também questiona a justificativa, citando que a tarifa média brasileira sobre importações dos EUA é de 2,7%.
O prazo estabelecido pelo USTR para uma definição sobre o tema é 15 de julho, embora haja possibilidade de prorrogação. Os negociadores brasileiros avaliam a conveniência de um novo encontro entre os presidentes, com possibilidade de ocorrer no G7, na França, entre os dias 15 e 17 de junho.
Outra questão levantada é a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países por não combaterem o trabalho análogo à escravidão. O governo brasileiro considera essa taxa como não negociável, pois visa recompor um tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte dos EUA.


