As companhias aéreas devem perder cerca de 50% da lucratividade neste ano, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Os custos de combustível, agravados pela guerra no Oriente Médio, somaram US$ 100 bilhões à conta coletiva do setor.
As projeções, divulgadas por Willie Walsh, diretor-geral da IATA, durante a 82ª conferência anual no Rio de Janeiro, indicam que o lucro líquido cairá de US$ 45 bilhões para aproximadamente US$ 23 bilhões. Consequentemente, a margem líquida do setor deve despencar de 4,2% para 2,0%.
Apesar dos desafios, o executivo afirmou que a situação não configura uma crise, pois a demanda global por voos segue crescendo, embora em ritmo mais lento que o previsto antes do conflito. Em abril, a demanda total caiu 3,4% em relação ao ano anterior, mas registrou aumento de 1,2% ao excluir os dados do Oriente Médio.
Walsh criticou a cadeia de suprimentos aeroespacial, que falha em entregar aeronaves e motores. Ele declarou que as falhas custaram às companhias aéreas pelo menos US$ 11 bilhões em 2025. O diretor-geral pediu que os fabricantes de equipamentos originais (OEMs) priorizem a qualidade e o funcionamento dos motores.

