O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o governo americano não liberará ativos financeiros congelados nem afrouxará sanções econômicas contra o Irã em qualquer acordo inicial. A decisão foi tomada em entrevista e condiciona qualquer alívio financeiro à “conformidade e bom comportamento” das autoridades de Teerã.
Trump afirmou que a diplomacia americana exige termos mais severos sobre o programa nuclear iraniano. Ele criticou gestões anteriores, citando o pacto de Barack Obama, que permitia o envio de dinheiro em espécie ao Irã. O presidente revelou que, caso um acordo seja firmado, os EUA pretendem atuar junto a forças iranianas para confiscar e destruir todo o urânio enriquecido do país, utilizando equipamentos militares americanos.
Em relação ao conflito, Trump declarou que as forças convencionais iranianas foram quase destruídas nos últimos três meses, segundo relatórios do Pentágono, que apontam a eliminação de cerca de 90% da marinha e 95% das minas navais. Apesar do enfraquecimento das defesas, o presidente confirmou a manutenção de 50 mil soldados americanos no Oriente Médio por tempo indeterminado, como forma de pressão nas negociações.
O líder americano reconheceu que o fechamento do Estreito de Ormuz, rota de 20% do petróleo mundial, pressionou os preços. No âmbito econômico doméstico, Trump elogiou dados de payroll e afirmou que não há justificativa para o Federal Reserve elevar os juros, prevendo expansão econômica após a estabilização internacional.


