A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) estima uma queda de US$ 23 bilhões, cerca de R$ 120 bilhões, no lucro do setor aéreo mundial em 2026. A projeção, divulgada neste domingo, indica que a redução será equivalente à metade do lucro registrado em 2025, que foi de US$ 45 bilhões.
O diretor-geral da Iata, Willie Walsh, atribui o desempenho mais fraco à elevação dos preços dos combustíveis. Segundo Walsh, a guerra no Irã impulsionou uma alta rápida de 70% nos custos. Ele comentou que ajustes de preços e ganhos de eficiência compensam parte desse custo, mas não serão suficientes para manter a lucratividade do ano anterior.
Apesar da retração no lucro, a Iata espera uma ocupação recorde dos assentos de aeronaves. O índice deve alcançar 84% em 2026, superior aos 83,6% do ano anterior. Cada passageiro deve gerar, em média, US$ 4,50 de lucro líquido, valor inferior aos US$ 9,10 registrados no ano passado.
Na América Latina, a retração estimada no lucro líquido total das empresas é de 37%. A margem líquida deve cair de 3% para 2%. O órgão explicou que as companhias latino-americanas operam com menor flexibilidade financeira e custos de financiamento mais altos, o que limita a absorção de choques ou investimentos em frota e rotas.


