A Justiça colombiana proibiu o uso da camisa da seleção nacional por um candidato presidencial de direita, alegando que a prática feria o direito de igualdade. Paralelamente, a presença do jogador James Rodríguez em cerimônia oficial com o presidente Petro acendeu um debate político no país.
A medida provisória, emitida por uma juíza em Bogotá, exigiu que o candidato Abelardo de la Espriella e seu movimento, Defensores de la Patria, cessassem o uso do símbolo nacional em propagandas e comícios. Segundo a Justiça, o uso eleitoral configurava a apropriação indevida de um símbolo que pertence a todos.
O cenário político colombiano está polarizado, com o candidato de direita obtendo 43,74% dos votos no primeiro turno, superando o opositor de esquerda, que alcançou 40,90%. Dois dias após a proibição, ocorreu a despedida da seleção na Base Aérea de CATAM, com a presença do presidente Gustavo Petro e de sua filha Antonella Petro, ambos vestindo a camisa.
Durante o evento, James Rodríguez passou direto ao cumprimentar a comitiva presidencial. A atitude gerou controvérsia, mas o meia explicou que não escutou o chamado devido ao barulho. Apesar disso, o jogador se tornou um “herói político” para grupos de oposição, que defenderam sua postura contra a imagem pública do governo de esquerda.


