O Pix está no centro de disputa política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro após o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) recomendar taxas de 25% sobre produtos brasileiros. A medida surge em meio ao resgate do discurso de soberania nacional pelo governo.
A recomendação do USTR argumenta que o país utiliza políticas desleais para favorecer seu método de transações próprio em detrimento de empresas de serviços de pagamento eletrônico americanas. Em resposta, o Palácio do Planalto retomou o lema “O Pix é nosso”, lançado no ano passado após o início da apuração dos Estados Unidos.
A estratégia governamental também visou o senador Flávio Bolsonaro, acusado por governistas de ter influenciado a reação americana após um encontro com Donald Trump. O senador negou envolvimento e propôs o slogan “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro”.
Segundo o Banco Central, o método de pagamento é utilizado por mais de 170 milhões de pessoas, o que corresponde a cerca de 80% da população. Em janeiro deste ano, o Pix movimentou R$ 7 bilhões. Pesquisas indicam que a ferramenta é aprovada por 95% dos brasileiros, segundo um levantamento feito em setembro de 2024 pelo Ipespe.


