Normas aprovadas entre 2023 e 2025 elevaram o Custo Brasil em R$ 146,9 bilhões anuais, segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). A análise avaliou 45 atos normativos nas áreas trabalhista, tributária, ambiental e de energia, mostrando que o saldo líquido das mudanças é de aumento de despesas.
O estudo, conduzido por João Gabriel Pio, economista-chefe da Fiemg, comparou os efeitos positivos e negativos das mudanças regulatórias. O balanço líquido aponta um incremento de despesas estimadas em R$ 290,7 bilhões e uma queda de custos possível de R$ 143,7 bilhões. A Fiemg explica que o Custo Brasil representa a despesa adicional que as empresas enfrentam para produzir, em relação à média observada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A análise detalhou 12 eixos temáticos que afetam a competitividade. Os maiores aumentos líquidos ocorreram em custos no ambiente jurídico regulatório, totalizando R$ 80,5 bilhões, e em custos para empregar capital humano, com R$ 36,9 bilhões. Outros eixos com alta elevação foram tributos, com R$ 28,9 bilhões, e acesso a insumos básicos, com R$ 21 bilhões.
A metodologia do estudo se baseia em trabalho anterior do Movimento Brasil Competitivo, que estimou o Custo Brasil em R$ 1,7 trilhão anuais em 2021. O economista Pio comentou que, embora haja exemplos positivos, como o novo marco do setor elétrico, a lei das eólicas offshore aumentou os custos, ampliando o desafio econômico do país.

