A disputa presidencial de 2026 começou mais cedo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes do início oficial da campanha, o embate entre pré-candidatos, como Luiz Inácio Lula da Silva e um senador do PL, gerou um volume de ações quatro vezes maior que o registrado no mesmo período de 2022.
Em janeiro e maio deste ano, 87 representações foram protocoladas no TSE envolvendo os principais pré-candidatos e partidos. Esse número equivale a quase um terço de todas as ações registradas em 2022, quando foram protocoladas 19 representações no mesmo intervalo. O PT e o PL concentram mais da metade dos processos, com 21 e 26 representações, respectivamente.
Os temas mais recorrentes nas ações incluem propaganda antecipada, divulgação de informações falsas e o uso de inteligência artificial (IA). Em fevereiro, o PT questionou vídeos do PL que utilizavam técnicas de deepfake para associar Lula a fraudes no INSS. Outra ação envolveu o pedido de retirada de perfis criados por IA que viralizaram com críticas ao presidente.
Em resposta ao avanço da IA, o TSE aprovou em março novas normas, proibindo a divulgação de conteúdos eleitorais produzidos por IA nas 72 horas antes e nas 24 horas após cada turno de votação. Especialistas apontam que a sofisticação das ferramentas digitais e a polarização política consolidam a IA como o maior desafio para a Corte Eleitoral em 2026.


