O Brasil chega ao terceiro Mundial consecutivo sem um titular absoluto e disponível na lateral-direita. O corte de Wesley por lesão reforça uma sequência de contratempos na posição, que já foi um ponto forte da equipe nacional.
A ausência do jogador Wesley amplia uma série de problemas que acompanham a Seleção desde o ciclo da Copa do Mundo de 2018. Naquele torneio, o técnico Tite perdeu Daniel Alves, um líder do elenco, com lesão ligamentar no joelho direito duas semanas antes do anúncio da lista final. Naquele momento, o treinador recorreu a Fagner, que também enfrentava problemas físicos.
O cenário se repetiu na Copa de 2022. A presença de Daniel Alves gerou debate, e o treinador preferiu improvisar Éder Militão na posição durante a fase de grupos, quando Danilo esteve fora por lesão. Com Carlo Ancelotti no comando, a equipe também lidou com baixas: Vanderson foi cortado por lesões musculares e Éder Militão sofreu ruptura no bíceps femoral da perna esquerda em abril.
Wesley já havia enfrentado dificuldades físicas no ciclo anterior, não participando da viagem para a Bolívia por dores na coxa esquerda. Com mais um desfalque, o Brasil volta a encarar a preocupação de não ter uma solução definitiva para a lateral-direita no principal torneio do futebol.


