O ex-vereador Jairo Souza Santos Junior foi condenado a 43 anos de reclusão por homicídio doloso qualificado e tortura contra seu enteado, um menino de quatro anos. A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro baseou-se em depoimentos de uma babá e da filha de ex-namorada do réu.
O julgamento, que ocorreu entre 25 de maio e 4 de junho de 2026, resultou na condenação do ex-vereador. A jovem, filha de uma ex-namorada, relatou ter sofrido agressões quando tinha cinco anos, afirmando que o ex-vereador a levava a um motel e a afogava em uma piscina.
A babá da vítima relatou três ocasiões de tortura contra o menino. Embora tenha respondido por falso testemunho, sua versão foi fundamental para a condenação. A defesa do ex-vereador anunciou que entrará com recurso buscando anular o julgamento, alegando que os jurados ignoraram provas apresentadas nos autos.
A mãe da vítima teve sua imputação desclassificada para homicídio culposo por omissão, sendo condenada por tortura por omissão e beneficiada com perdão judicial. O Ministério Público do Rio de Janeiro protocolou recurso pedindo a anulação do julgamento, questionando a votação sobre a natureza dolosa da omissão.


