A Copa do Mundo de 2026 terá um número recorde de atletas atuando por seleções distintas de seu país de origem. O Brasil lidera essa estatística global, com projeção de dez jogadores nascidos no país vestindo camisas de Portugal, Catar, Paraguai e Estados Unidos.
O mapeamento de descendentes tornou-se estratégia das federações internacionais. Embora o comando técnico da seleção brasileira seja nacional, a presença de atletas brasileiros em confederações estrangeiras atingiu novo patamar. O Catar, por exemplo, possui a maior quantidade de talentos importados do Brasil, incluindo Lucas Mendes, Guilherme Torres e Edmilson Júnior.
A parceria luso-brasileira conta com Matheus Nunes e Otávio, peças essenciais no elenco de Portugal. O Paraguai garantiu as vagas de Carlos Coronel e Maurício, enquanto os Estados Unidos contam com o volante Johnny Cardoso. No total, são pelo menos dez nomes mapeados, igualando o recorde anterior da Rússia em 2018.
A alta taxa de naturalização reflete o afrouxamento dos critérios de elegibilidade da FIFA. Atletas que atuaram em amistosos ou jogos de base, ou até três partidas pelo time principal antes dos 21 anos, podem trocar de federação. A seleção de Marrocos, por exemplo, naturalizou seis talentos nascidos na Europa em apenas 13 dias em março.

