A palmeira paxiúba, encontrada na Amazônia, gera curiosidade por supostamente se mover entre as árvores devido às suas raízes gigantes. Contudo, a doutora em Botânica Osvanda Silva de Moura afirma que o movimento é uma ilusão, resultante de um processo natural de substituição das raízes de apoio.
A planta, conhecida popularmente como paxiúba ou palmeira-andante, possui raízes escora que podem alcançar até dois metros de altura, conferindo-lhe a aparência de tentáculos ou pernas de aranha. Segundo a professora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), o tronco permanece no mesmo local; a sensação de mudança ocorre porque novas raízes crescem enquanto as antigas se decompõem.
As raízes desempenham função vital para a sobrevivência da espécie, que habita áreas úmidas como várzeas. A estrutura garante estabilidade em solos pantanosos e alagados, além de auxiliar na troca de gases em ambientes com baixo oxigênio. A espécie, cientificamente nomeada como Socratea exorrhiza, também é importante para a fauna local.
Os frutos da paxiúba são consumidos por diversos animais, como macacos e aves, servindo de base para a cadeia alimentar. Além disso, a planta é utilizada por comunidades tradicionais para construção e artesanato. A pesquisadora alerta que o desmatamento e as mudanças climáticas ameaçam a espécie, podendo causar efeitos em cascata no ecossistema.


