A Azul avalia cortes adicionais em sua malha de voos para preservar a saúde financeira da empresa, em função do aumento dos custos do combustível. O presidente-executivo da companhia, John Rodgerson, disse que os ajustes são uma resposta ao conflito no Irã, que elevou a volatilidade do mercado internacional de petróleo.
John Rodgerson relatou que a Azul acompanha os desdobramentos do conflito e ajusta a oferta de voos para enfrentar a incerteza. Ele explicou que, caso a situação persista, a empresa aprofundará os ajustes já feitos para conter o impacto dos custos elevados. Inicialmente, os cortes focaram em rotas internacionais, mas agora a prioridade é reduzir a frequência de voos domésticos.
O executivo mencionou que rotas com múltiplos horários diários podem sofrer ajustes para alinhar a oferta ao novo patamar de custos. Rodgerson reforçou a intenção de manter a importância dos principais centros de conexão da Azul em Campinas (SP), Belo Horizonte e Recife. Ele sugeriu que a redução de voos visa evitar o uso excessivo de aeronaves com o preço do combustível dobrando.
O conflito no Irã, que envolve Estados Unidos e Israel, acirrou a volatilidade do mercado de petróleo. O Estreito de Ormuz, ponto estratégico para a produção mundial, tem gerado preocupações de segurança, o que puxa os preços globais para cima. Como derivados do petróleo, a gasolina, o diesel e o querosene de aviação sentem o reflexo direto dessas variações no mercado interno.


