O Rio de Janeiro ostenta o segundo pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Brasil no ensino médio, enquanto registra o maior gasto por aluno no país, segundo levantamento do Movimento EducAçãoRio.
A baixa colocação do estado no IDEB decorre da combinação de altas taxas de reprovação e baixos níveis de aprendizagem. Outros indicadores mostram atraso, como o percentual de matrículas em tempo integral, que é de 14%, frente à média nacional de 21%. Além disso, 27% dos jovens no ensino médio apresentam dois ou mais anos de atraso escolar, contra 18% na média nacional.
Os problemas educacionais não se restringem ao ensino médio. Indicadores de alfabetização e dos primeiros anos do ensino fundamental também estão abaixo da média nacional. A má gestão estadual é apontada como fator, embora municípios populosos no entorno da capital, como Nova Iguaçu e Duque de Caxias, também contribuam para os baixos resultados.
O descaso também apareceu no âmbito legislativo. O Rio de Janeiro foi o último estado a aprovar legislação local sobre repasses do ICMS para a educação, exigência para aumento do Fundeb. A perda estimada por esse atraso foi de quase R$ 120 milhões, conforme a imprensa apurou.
Apesar da complexidade do tema, que envolve diversos atores, o governo estadual é apontado como o maior responsável pela situação. O estado precisa articular melhor com os entes federativos para reverter o quadro de péssimos resultados na educação.


