O consumo de álcool nos palcos e bastidores de artistas musicais gera discussões sobre o impacto na rotina de apresentações. Cantores como Nattan admitiram que a bebida comprometeu a performance, enquanto outros relataram mudanças drásticas no hábito por questões de saúde.
O caso de Nattan, que realizou show no Ribeirão Rodeo Music 2026, ilustra o tema. O cantor declarou que o entusiasmo e o álcool consumidos no camarim afetaram sua apresentação, levando-o a repetir músicas. Ele prometeu uma nova apresentação com padrão de qualidade, sem definir se abandonará o consumo.
Outros artistas compartilharam experiências de moderação. Murilo Huff afirmou que reduziu o consumo após um encontro com Luan Santana em 2022. João Gomes moderou o hábito devido a um diagnóstico de gordura no fígado. Zé Neto relatou ter usado substâncias em ciclo perigoso antes de um afastamento em 2024 para tratar depressão.
Profissionais da produção alertam que alguns cantores consomem álcool para gerar conexão com o público. Fonoaudiólogas explicam que o álcool causa desidratação, perda de coordenação motora, refluxo e menor percepção de esforço, fatores que prejudicam a voz. O uso prolongado pode levar a lesões vocais graves.
As especialistas também alertam para o risco de dependência. A fonoaudióloga Thays Vaiano afirmou que se o artista necessita do álcool para exercer a profissão, isso configura alcoolismo. A nova geração, contudo, demonstra maior consciência sobre a saúde vocal e mental.

