Corredores amadores participaram de eventos de “corre social” no Rio de Janeiro, onde a atividade física se funde com a vida noturna. A tendência global de “running parties” aproxima o universo da corrida ao da balada, gerando confraternização pós-treino.
A iniciativa, como a da 5AM Running, reúne participantes em circuitos urbanos com música alta. Um dos organizadores, Victor Hugo Silva, disse que a música “leva a proposta de festa para o corre, sem ela já vira outro tipo de experiência”. Essa modalidade segue o formato de eventos internacionais, como o Diplo’s Running Club e a Run Travis Run.
A prática também gera benefícios sociais. Maycon Torres, professor de Psicologia da UFF, afirmou que esses encontros incentivam a interação fora do ambiente virtual, o que pode melhorar índices de ansiedade e quadros depressivos. Ele alertou, contudo, sobre a vigilância excessiva nas redes sociais.
Outro grupo, o Hybrid Club, realizou um evento no Museu de Arte Moderna do Rio. O circuito de 5,5 quilômetros, que terminava na Praça XV, contou com música eletrônica remixada em tempo real. O fundador do grupo, Lucas Lima, disse que a ideia é expandir esse modelo no Rio de Janeiro.


