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Leitura: Policial Militar Engana Facção Alegando Acesso ao Gaeco
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Justiça

Policial Militar Engana Facção Alegando Acesso ao Gaeco

Carla Fernandes
Última atualização: 8 de junho de 2026 06:34
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A Polícia Federal descobriu que um cabo da Polícia Militar enganava chefes do Comando Vermelho, alegando ter acesso a informações sigilosas do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio. As conversas de aplicativo revelam a intimidade entre o policial e um líder da facção, mas perícias desmentiram sua presença nos locais alegados.

Os diálogos extraídos dos celulares indicam que o policial militar se tratava de “irmão” com um dos chefes do Comando Vermelho. Segundo a PF, o agente repassava decisões judiciais sigilosas e afirmava estar no Gaeco. Contudo, a perícia em câmeras de vigilância dos prédios do complexo-sede não registrou o policial nas datas e horários que ele mencionava, confirmando que o agente ludibriava a facção.

Analistas do Gaeco e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ concluíram que os prints de denúncias apresentados pelo policial continham “falsificações grosseiras, seja pela forma, seja pelo conteúdo”. O CSI não localizou denúncias contra os criminosos indicados na base de dados do Gaeco referente a 2025, classificando as peças como falsas.

A promotora responsável pela investigação, Letícia Emile, declarou que o relatório da Polícia Federal, que indicava que o policial possuía trânsito e acesso a dados sigilosos do Gaeco, era irreal. O agente utilizava falsas peças e um prestígio inexistente para convencer os criminosos de seus propósitos, conforme apurou a investigação.

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TAGGED:Comando VermelhoCorrupçãoCrime OrganizadofalsificaçãoGAECOPolícia Militar
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