A nova bola da Copa do Mundo, Trionda, feita pela Adidas, pode reduzir a distância de chutes longos durante o torneio que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México. Pesquisadores analisaram o design em túnel de vento e concluíram que, embora a bola penalize ligeiramente o alcance extremo, ela deve recompensar a técnica precisa.
A Trionda apresenta quatro painéis vermelhos, verdes e azuis, com relevos que representam os três países anfitriões. Segundo John Eric Goff, pesquisador de física esportiva da Purdue University, a bola deve beneficiar goleiros, defensores em passes longos e atiradores de longa distância.
Os testes foram conduzidos na Universidade de Tsukuba, no Japão, utilizando um túnel de vento para medir forças aerodinâmicas em velocidades entre 7 e 35 metros por segundo. A análise comparou a Trionda com bolas anteriores, como a Jabulani de 2010.
O estudo revelou que, apesar de a Trionda atrasar a crise de arrasto para velocidades mais baixas, seu coeficiente de arrasto é maior em altas velocidades. Isso significa que a bola desacelera mais rápido que as antecessoras durante a fase inicial do voo, o que pode resultar em trajetórias de chutes mais curtas.


